"Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão."
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Após as classificações de Património Mundial da UNESCO para a Região Demarcada do Douro – o Douro Vinhateiro – e para a Arte Rupestre do Vale do Côa, a classificação do Douro pela National Geographic como 7º Destino Turístico Sustentável do Mundo e a candidatura Internacional às “New 7 Wonders of Nature” organizada pela “New 7 Wonders Fundation” que colocou o Vale do Douro nas 77 Maravilhas Naturais do Mundo, a candidatura do Vale do Douro a Maravilha Natural de Portugal, agora em votação, fortalecerá ainda mais a região e irá promovê-la globalmente de forma integrada.
A Região do Vale do Douro é uma das 21 finalistas ao título das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, competindo directamente com a Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, e as Portas de Ródão, na Região Centro. As três paisagens naturais têm, neste momento, a mesma probabilidade de alcançar a final, competindo na categoria das Zonas Aquáticas Não Marítimas.
A Região do Vale do Douro é uma das 21 finalistas ao título das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, competindo directamente com a Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, e as Portas de Ródão, na Região Centro. As três paisagens naturais têm, neste momento, a mesma probabilidade de alcançar a final, competindo na categoria das Zonas Aquáticas Não Marítimas.
Até chegar aos 21 finalistas, a organização, a cargo da New 7 Wonders Portugal, SA, partiu de uma lista inicial de 323 paisagens naturais portuguesas, sugeridas por instituições públicas e associações. Este conjunto de peritos que filtrou a longa lista em critérios como beleza e unicidade, diversidade, importância ecológica e, significado histórico-cultural, distribuição geográfica, estado de conservação do local e sem intervenções humanas por razões estéticas, critérios aos quais a Região do Vale do Douro conseguiu passar.
O objectivo, de acordo com António Vitorino, Comissário Nacional das «Maravilhas Naturais de Portugal», não se limita apenas a distinguir paisagens nacionais apenas pelo seu valor estético. Dos objectivos que levaram ao lançamento desta iniciativa pioneira em território português, estão também os conceitos de preservação e conservação.
A organização destaca ainda que com os resultados a serem conhecidos em 2010, proclamado pelas Nações Unidas como Ano Internacional da Biodiversidade, acresce a pertinência da conservação destas paisagens.
“Num momento em que os povos estão confrontados com os efeitos das alterações climáticas à escala planetária, a tomada de consciência da responsabilidade individual na preservação dos ecossistemas e do equilíbrio natural torna-se um dever moral e cívico”, reforça António Vitorino.